A oração que move a mão de Deus! Que HORROR! Essa frase não passa (ou não deveria passar) nem perto do Cristão.
Todos os dias, ouvimos expressões escalafobéticas como sendo Cristãs, mas esta, em especial, eu gostaria de me deter um pouco, pensar o que significa, suas implicações e talvez até da onde veio ou como essa idéia chegou até nós.
Vamos fazer uma viagem no tempo e lembrar lá na época de Abraão, ou Jacó, ou mesmo dos reis de Israel e os profetas, como as pessoas buscavam a Deus?
Veja que as práticas de sacrifícios, queima de incensos, orações não eram só do povo de Israel todos os povos pensavam da mesmíssima maneira: “faço um sacrifício e movo Deus da sua inércia”.
Inércia!
Nós cremos num Deus inerte? Onde eu preciso enviar uma força direcional, chamada fé, na direção de Deus e se por sorte acertá-lo Ele pode responder de alguma forma, que pode ser das mais variadas possíveis, e cabe a mim, interpretar esta resposta, pois Ele, paradão, lá no céu não quis se mover até que nós o cutucássemos?
A idéia deuteronômica de bênção que só vem depois que “eu” faço alguma coisa para agradar a divindade, não é exclusiva do povo de Israel é comum a todos os povos!
Os deuses são sempre inertes e só reagem a “bons” sacrifícios, ou pior ainda, se você não se sacrificar e fizer o que “eles” querem, pode esperar, o pior está por vir.
“A oração move a mão de Deus”, é tão pagã quanto os cultos: egípcios de 3000 a.C., gregos desde a era dos filósofos, romanos, persas, etc.
Podemos notar uma semelhança incrível na funcionalidade religiosa, eu preciso, de alguma forma, me sacrificar para obter favor de Deus, essa é a base da idéia da criação de hierarquia religiosa, onde quem sabe “operar” melhor os meios para mover Deus se destaca em relação aos outros!
Então os pastores, missionários, evangelistas, “apóstolos”, que acessam melhor Deus têm que ter destaque em relação a patuléia!
Afinal, essa patuléia não jejua 40 dias, não ora sem parar por 32 horas, não é missionário, não está na obra do senhor, não faz nenhum sacrifício! Como eles vão “merecer” ouvir, receber, entender, curar, fazer o que Deus quer?
Essa forma de pensar é totalmente “DETONADA” na pessoa de Jesus, a paternidade de Deus, a bondade, o amor – já pensou se precisassem ser “movidas”.
O evangelho é...
Ah, o evangelho... é a quebra desse sistema, Jesus abriu contato direto ao Pai, os sacerdotes agora são todos, e o melhor sem cerimônias, a nossa esperança não está em “porcariada”, que movidos por nossa ganância e apelos dos nossos desejos, vão exigir – celular, carro, dinheiro, emprego, sucesso, namorada, marido, lugar para morar, ouvir a voz de Deus - incluisve tem um livro que se propõe a ensianr os passos para ouvir a voz de Deus, etc.
Em Mateus capítulos 5, 6 e 7 ou se você preferir o sermão do monte, nas palavras de Jesus, Ele vem modificando a antiga lógica de bênção e maldição para um nível excelentíssimo onde o que importa é a intimidade com Deus, o Deus presente, os valores do céu.
A forma de buscar a Deus mudou nas palavras de Jesus:
• No velho testamento:
Amar a Deus + Seguí-lo + Não Desviar = Bênção (Deuterônomio 30:1-10);
• No Novo Testamento:
Amar a Deus + Seguí-lo + Não Desviar = Ser Amado (João 14:15-31);
Parece que o significado da busca a Deus é ser intimo, participar com eles de comunhão, de coisas em comum com a trindade, da vida.
Ser cristão é viver com nobreza, com dignidade, amor ao próximo e mesmo que estejamos passando o maior perrengue, ainda assim, não vamos desesperar, não vamos nos destruir, não vamos ferir quem esta ao nosso lado, vamos continuar vivendo atravessando as dificuldades sem infantilizações religiosas.
Continua...
segunda-feira, 24 de maio de 2010
terça-feira, 18 de maio de 2010
Religião, Saúde e Ciência
A relação entre crença (ou religião), ciência e saúde é naturalmente tensa.
Atualmente é bastante plausível uma investigação de que uma crença ou atividades espirituais e participação em comunidade (igrejas, e outros tipos de ajuntamentos religiosos) ajudam as pessoas a viver melhor, no que diz respeito a saúde.
A busca pela religiosidade, especialmente as orientais, tem aumentado muito. O cristianismo neste aspecto perdeu muito do interesse das pessoas, talvez, pela banalização e comercialização dos milagres. Os vários acontecimentos naturais (terremotos, tempestades, catástrofes) e outros provocados por ações humanas como terrorismo ou ainda elementos menos traumáticos como a música, a beleza da natureza e as relações de camaradagem na família entre amigos vão nos conduzir a refletir sobre o significado e valores da vida, num binômio de fé e sentido.
A neuroteologia, que é a base biológica para a espiritualidade, tenta explicar através do estudo dos genes uma disposição religiosa, como uma descarga de elementos químicos cerebrais, este assunto bastante controverso trás correntes de pensamento que defendem a ciência e outros que procuram a convivência pacífica, religião e ciência.
A dificuldade de conciliação entre a religião e a ciência, talvez, esteja na forma como cada uma delas aborda a realidade. A religião entende que há duas realidades coexistentes a natural e a sobrenatural e que a interação entre elas pode melhorar a vida das pessoas, já a ciência procura explicar a natureza valendo-se apenas do que é possível observar e experimentar e através dessas provas, poder descrever o mundo da forma mais completa possível.
A partir desse pressuposto a convivência entre as duas áreas da vida, religião e ciência, é quase impossível pela radicalidade de ambas as partes. A forma mais plausível, na opinião de ciêntistas e religiosos, de entendimento entre as partes seria o esclarecimento de que a ciência sozinha não é capaz de suprir as necessidades humanas, nem a religião, cada qual tem sua função e aplicação.
A saúde e a religião é um tema bastante difícil, pois os cientistas da área médica, e os religiosos vão afirmar que sim, a religião melhora o bem estar dos pacientes e outros vão afirmar que não, as evidencias e pesquisas nesta área são ainda embrionárias e dependem essencialmente da experiência de vida de cada um, já os cuidados a pessoa com a saúde debilitada não é, atualmente, apenas um caso somente médico ou somente religioso mas leva-se em consideração o todo e a interação entre assuntos aparentemente ambíguos, todos os fatores humanos são muito importantes no cuidado com a saúde.
Caminhamos, de certa forma, para um período novo na relação entre religião e ciência, as temperaturas das discussões tendem a ser mais amenas, na teoria e na prática. A saúde e os fatores humanos, inclusive a religião e as crenças, seguem em busca de um entendimento e boa convivência. A ciência, a saúde e a religião são importantes aspectos da nossa humanidade cada uma no seu papel, considerando-se que esses conhecimentos estão em constante desenvolvimento, é necessário um constante diálogo, com respeito e a tolerância para que, juntos, esses conhecimentos melhorem o modo de vida das pessoas.
Atualmente é bastante plausível uma investigação de que uma crença ou atividades espirituais e participação em comunidade (igrejas, e outros tipos de ajuntamentos religiosos) ajudam as pessoas a viver melhor, no que diz respeito a saúde.
A busca pela religiosidade, especialmente as orientais, tem aumentado muito. O cristianismo neste aspecto perdeu muito do interesse das pessoas, talvez, pela banalização e comercialização dos milagres. Os vários acontecimentos naturais (terremotos, tempestades, catástrofes) e outros provocados por ações humanas como terrorismo ou ainda elementos menos traumáticos como a música, a beleza da natureza e as relações de camaradagem na família entre amigos vão nos conduzir a refletir sobre o significado e valores da vida, num binômio de fé e sentido.
A neuroteologia, que é a base biológica para a espiritualidade, tenta explicar através do estudo dos genes uma disposição religiosa, como uma descarga de elementos químicos cerebrais, este assunto bastante controverso trás correntes de pensamento que defendem a ciência e outros que procuram a convivência pacífica, religião e ciência.
A dificuldade de conciliação entre a religião e a ciência, talvez, esteja na forma como cada uma delas aborda a realidade. A religião entende que há duas realidades coexistentes a natural e a sobrenatural e que a interação entre elas pode melhorar a vida das pessoas, já a ciência procura explicar a natureza valendo-se apenas do que é possível observar e experimentar e através dessas provas, poder descrever o mundo da forma mais completa possível.
A partir desse pressuposto a convivência entre as duas áreas da vida, religião e ciência, é quase impossível pela radicalidade de ambas as partes. A forma mais plausível, na opinião de ciêntistas e religiosos, de entendimento entre as partes seria o esclarecimento de que a ciência sozinha não é capaz de suprir as necessidades humanas, nem a religião, cada qual tem sua função e aplicação.
A saúde e a religião é um tema bastante difícil, pois os cientistas da área médica, e os religiosos vão afirmar que sim, a religião melhora o bem estar dos pacientes e outros vão afirmar que não, as evidencias e pesquisas nesta área são ainda embrionárias e dependem essencialmente da experiência de vida de cada um, já os cuidados a pessoa com a saúde debilitada não é, atualmente, apenas um caso somente médico ou somente religioso mas leva-se em consideração o todo e a interação entre assuntos aparentemente ambíguos, todos os fatores humanos são muito importantes no cuidado com a saúde.
Caminhamos, de certa forma, para um período novo na relação entre religião e ciência, as temperaturas das discussões tendem a ser mais amenas, na teoria e na prática. A saúde e os fatores humanos, inclusive a religião e as crenças, seguem em busca de um entendimento e boa convivência. A ciência, a saúde e a religião são importantes aspectos da nossa humanidade cada uma no seu papel, considerando-se que esses conhecimentos estão em constante desenvolvimento, é necessário um constante diálogo, com respeito e a tolerância para que, juntos, esses conhecimentos melhorem o modo de vida das pessoas.
terça-feira, 4 de maio de 2010
Espiritualidade Contemporânea Cristã.
Espiritualidade Contemporânea Cristã.
A espiritualidade é assunto em todos os universos atualmente. Está muito presente, especialmente no Brasil, a busca por sentido através do sagrado. A falta de repostas pelo racionalismo deu espaço ao desenvolvimento de novas espiritualidades "que a própria razão desconhece".
Apesar desta busca pelo sagrado um abismo se formou entre a prática e a teoria desta mesma espiritualidade.
A busca de um sentido através da espiritualidade que possa suprir os anseios de homens e mulheres com a consciência de que somos parte de um todo e que isso exige uma abertura a novas relações, novas experiências, exige relacionamentos.
As trocas, a tolerância, os momentos juntos, as expressões religiosas, e o compartilhar transformados num ato de desenvolvimento da nossa humanidade numa postura mais nobre, sensível, flexível que acrescenta à vida ordinária uma densidade espiritual, através de cristo, que seja capaz de alimentar, saciar nossa sede e fome na vida de modo a sermos coerentes... a caminho da maturidade cristã.
A espiritualidade é assunto em todos os universos atualmente. Está muito presente, especialmente no Brasil, a busca por sentido através do sagrado. A falta de repostas pelo racionalismo deu espaço ao desenvolvimento de novas espiritualidades "que a própria razão desconhece".
Apesar desta busca pelo sagrado um abismo se formou entre a prática e a teoria desta mesma espiritualidade.
A busca de um sentido através da espiritualidade que possa suprir os anseios de homens e mulheres com a consciência de que somos parte de um todo e que isso exige uma abertura a novas relações, novas experiências, exige relacionamentos.
As trocas, a tolerância, os momentos juntos, as expressões religiosas, e o compartilhar transformados num ato de desenvolvimento da nossa humanidade numa postura mais nobre, sensível, flexível que acrescenta à vida ordinária uma densidade espiritual, através de cristo, que seja capaz de alimentar, saciar nossa sede e fome na vida de modo a sermos coerentes... a caminho da maturidade cristã.
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